A taxa de desocupação – que mede a proporção de pessoas que não trabalham em relação ao total de pessoas que estão trabalhando – na Bahia foi de 15,1% no 3º trimestre deste ano, uma leve queda ante ao 2º trimestre (que havia sido de 15,5%) e foi a menor para um 3º trimestre em sete anos, desde 2015, quando tinha sido de 13%, conforme Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) Trimestral, divulgada nesta quinta-feira, 17, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Mesmo com o recuo, o estado se manteve, pelo terceiro trimestre seguido, com a maior taxa de desocupação do país. O indicador baiano seguiu bem acima do nacional (8,7%) e equivalia a quase quatro vezes o verificado em Santa Catarina, que tem a menor taxa de desocupação do Brasil (3,8%).
Salvador e RMS
Na capital baiana, Salvador, registrou, no 3º trimestre deste ano, uma taxa de desocupação maior do que a do estado como um todo (17,9%) e que, no sentido inverso, aumentou frente ao trimestre anterior (quando havia sido de 16,7%).
Esta foi maior taxa de desocupação entre as capitais brasileiras pelo segundo trimestre consecutivo, desde que as informações da PNAD Contínua Trimestral voltaram a ser divulgadas para as capitais e regiões metropolitanas, no 2º trimestre de 2022, após dois anos de interrupção, em virtude da pandemia.
Além disso, foi a mais alta para um 3º trimestre, no município, desde o início da série histórica IBGE, em 2012 (ficando de fora os anos de 2020 e 2021, para os quais não houve informações).
Já na Região Metropolitana de Salvador (RMS), no entanto, a taxa de desocupação ficou ainda maior do que na Bahia e na capital: 19,4% no 3º trimestre de 2022.
Também mostrou tendência de alta frente ao trimestre anterior (quando havia sido de 19,1%), foi a maior entre as regiões metropolitanas pesquisadas em todo o Brasil pela segunda vez consecutiva e a mais elevada para um 3º trimestre, na RMS, desde 2016 (quando havia ficado em 19,6%).
Ainda segundo o levantamento do IBGE, a ligeira redução na taxa foi resultado principalmente da saída de pessoas da força de trabalho, ou seja, do aumento no contingente dos que não estavam trabalhando nem procurando emprego.
De julho a setembro, a população ocupada ficou em 6,010 milhões de pessoas, caindo ligeiramente frente ao trimestre anterior, quando havia sido de 6,037 milhões (-27 mil ocupados ou -0,5% no período).
No entanto, ante ao 3º trimestre do ano passado, a população que trabalhava no estado seguiu em alta, com um saldo de mais 212 mil trabalhadores em um ano (+3,7%).
Já a população desocupada ficou em 1,070 milhão, o menor contingente de desocupados na Bahia, para um 3º trimestre, em sete anos – desde 2015, quando havia 943 mil pessoas nessa condição.
O total de pessoas desocupadas no estado recuou 3,1% frente ao 2º trimestre, o que representou menos 34 mil pessoas procurando emprego no período. Em relação ao 3º trimestre de 2021, a queda foi bem mais expressiva, ao 19,9% ou menos 267 mil pessoas procurando trabalho sem encontrar, em um ano.


Por Bahia.Ba
Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo






