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Tebet admite comandar Planejamento se a pasta incluir bancos públicos

A senadora e ex-candidata a presidente Simone Tebet (MDB) deu um passo adiante rumo ao Ministério do Planejamento. Mas ainda depende de novas negociações para a questão ser resolvida. Aconselhada por aliados a apresentar uma proposta ao presidente eleito, Lula (PT), Tebet sinalizou que aceita a pasta, se os bancos federais – como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil – ficarem submetidas ao seu ministério.  Tebet teme ficar muito concentrada na elaboração do orçamento, e seus desgastes.

Tanto Planejamento como os bancos públicos estão atualmente em Economia, mas quando as áreas eram separadas BB, CEF e BNDES ficaram sob a Fazenda. O BNDES, contudo, terá novo destino, no recriado Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, a ser chefiado pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin.

Há a expectativa de que Lula anuncie na terça-feira, 27, até 13 dos 16 ministros que permanecem indefinidos. Tebet retorna a Brasília nesta segunda, 26, mas as negociações estão em curso, por meio de Alexandre Padilha, futuro ministro das Relações Institucionais, e Baleia Rossi, presidente do MDB. Futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad não anunciou quem presidirá os dois bancos desejados por Simone Tebet.

A ex-presidenciável queria inicialmente o Ministério do Desenvolvimento Social, que ficará responsável pelo Bolsa Família, ou o Meio Ambiente. O primeiro ficou com o senador eleito Wellington Dias (PI) e o segundo tem como escolha definida a ex-senadora Marina Silva (Rede).

No Planejamento, a emedebista deseja o comando do PPI e a indicação de uma diretoria do BNDES. Porém, o Programa de Parceria e Investimentos já foi deslocado para a Casa Civil, que será chefiada por Rui Costa. O governador baiano revelou que levará da estrutura estadual o atual secretário de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti, para o comando do PPI.

Por CNN Brasil

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado