O ex-PM Élcio Queiroz recebeu o benefício de não ir à júri popular, ao aceitar fazer uma delação premiada sobre os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, mortos em 2018. Segundo o acordo, homologado pela Justiça, além dos 4 anos de prisão, Élcio deve cumprir mais 8 anos em regime fechado, totalizando 12 anos de cadeia.
Outro benefício é que o delator deve cumprir o resto da pena em uma penitenciária estadual – diferente de Lessa preso em Penitenciária Federal de Segurança Máxima e destino também de Maxwell Simões Corrêa – e sua família terá proteção. O nome da unidade onde ele ficará preso não foi divulgado por motivos de segurança.
Entre os detalhes da delação, Élcio admitiu que dirigiu o carro usado no crime, um Cobalt, confirmou que Ronie Lessa efetuou os disparos e incluiu a participação do ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, conhecido como Suel, que monitorava Marielle desde 2017, meses antes do crime.
Élcio foi convencido a colaborar com a investigação após desconfiar do comparsa. Lessa teria dito Élcio que não fez pesquisas sobre Marielle. O ex-PM, no entanto, descobriu que o amigo mentiu. A polícia encontrou rastros da pesquisa e, com a quebra da confiança, Élcio decidiu falar, de acordo com a Polícia Federal.
Por Metro1
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