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Edilene Lobo toma posse como ministra substituta do TSE

A advogada Edilene Lobo tomou posse nesta terça-feira, 8, no cargo de ministra substituta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ela será a primeira mulher negra a integrar a Corte Eleitoral.

A posse ocorreu no gabinete do presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes. Entre os presentes à cerimônia estavam a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, e o vice-presidente Geraldo Alckmin.

Já como ministra, Edilene Lobo compareceu à sessão do Tribunal desta terça. Moraes saudou a nova integrante da Corte Eleitoral.

“Reiterando o que acabamos de fazer na posse de Sua Excelência, os votos de muita felicidade, os votos de um bom trabalho aqui no Tribunal Superior Eleitoral e a certeza de que a competência, a dedicação, o preparo de Sua Excelência, ministra Edilene Lobo, vai confirmar a força da mulher brasileira. E mais, a força da mulher negra brasileira compondo pela primeira vez um Tribunal Superior no Brasil. Seja bem-vinda”, disse.

A advogada foi nomeada ao cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em junho, após o Supremo Tribunal Federal (STF) referendar uma lista tríplice com indicações ao cargo.

Em maio, ela chegou a disputar duas vagas abertas para o cargo de ministro titular da Corte Eleitoral.

Na ocasião, Lula nomeou André Ramos Tavares e Floriano de Azevedo Marques. Agora, Edilene herdará justamente a cadeira deixada por Ramos Tavares.

Cargo

A vaga de Edilene faz parte da chamada classe de juristas do TSE — ou seja, um grupo de ministros que é indicado a partir de uma lista com nomes de advogados.

Além dos juristas, a Constituição determina que o TSE deve ser composto por ministros do STF e do Superior Tribunal de Justiça.

A advogada é a 11ª mulher a compor o TSE. Em 91 anos de funcionamento da Justiça Eleitoral, somente 10 mulheres ocuparam uma cadeira na Corte Eleitoral, como ministras efetivas ou substitutas:

  1. Ellen Gracie
  2. Eliana Calmon
  3. Nancy Andrighi
  4. Cármen Lúcia
  5. Laurita Vaz
  6. Maria Thereza de Assis Moura
  7. Rosa Weber
  8. Luciana Lóssio
  9. Maria Cláudia Bucchianeri
  10. e Maria Isabel Gallotti Rodrigues

No cargo de ministra substituta, Edilene poderá participar do julgamento de ações e recursos nas ausências e impedimentos de ministros titulares.

Além disso, em períodos eleitorais, cabe ao ministro substituto analisar ações sobre irregularidades em campanhas.

Por G1

Foto: Antonio Auguso/Secom/TSE