A deputada Bia Kicis (PL-DF) cometeu uma gafe ao não reconhecer outra parlamentar, Fernanda Pessoa (União-CE), e pedir para a Polícia Legislativa retirá-la da audiência que presidiu nesta quarta-feira, 9, na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara. Kicis se referiu à Pessoa como “senhora de blazer rosa”.
A comissão ouvia a ministra da Saúde, Nísia Trindade, quando a presidente da sessão e outros parlamentares presentes começaram a ficar incomodados com os aplausos e aclamações de assessores e outros deputados, como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Evair Melo (PP-ES), às respostas de Trindade.
Kicis, então, disse que retiraria os apoiadores da audiência caso outras intervenções acontecessem. Em um certo momento, após novos aplausos, a deputada disse que havia assessores nas cadeiras dos parlamentares, e que esses seriam levados para fora por seguranças — foi aí que a presidente citou como exemplo a parlamentar Fernanda Pessoa.
“Eu estava aqui observando, e tem presentes que não são parlamentares. Então, eu vou pedir que se retirem ou a Polícia Legislativa vai ser chamada a conduzir amigavelmente essas pessoas. Por favor, um representante da Polícia Legislativa. Tem uma senhora de blazer rosa ali mexendo no celular”, disse.
Kicis pediu desculpas após a colega dizer ser, sim, uma deputada, e justificou ter se confundido. Pessoa tomou a palavra e disse ter se sentido ofendida.
“Represento o estado do Ceará e fui a deputada mais votada do nosso partido”, destacou a parlamentar.
Ministra esclarece resolução da CNS à Câmara
Questionada por parlamentares nesta quarta-feira sobre a resolução 715 do Conselho Nacional de Saúde (CNS), que sugere a legalização do aborto, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou que sua gestão agirá de forma “estrita ao cumprimento da lei” acerca do procedimento. Trindade foi convidada à Câmara dos Deputados para esclarecer sobre ações da pasta.
Um dos pontos que incomodaram a bancada conservadora trata sobre a promoção de campanha educativa para os funcionários do SUS sobre a política LGBTQIA+ e o reconhecimento das manifestações religiosas de matriz africana como equipamento promotor de saúde. O documento também sugere a legalização do aborto e da maconha no Brasil.
Por Agência O Globo
Foto: reprodução/TV Câmara






