Com bandeiras dos Estados Unidos, camisas verde e amarela, referências religiosas e ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL) lançou sua candidatura à Presidência da República neste domingo (16), na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro.
O senador repetiu a estratégia adotada pelo pai, Jair Bolsonaro (PL), na campanha de 2022 e escolheu a Avenida Atlântica para sua primeira agenda eleitoral. O ato, no entanto, teve uma dimensão menor do que as manifestações realizadas por Jair Bolsonaro no mesmo local. A mobilização ocupou apenas um quarteirão da avenida, diferentemente dos comícios do ex-presidente.
Flávio chegou ao local usando colete à prova de balas e camisa verde e amarela com os dizeres “Meu partido é o Brasil”. Ele estava acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, do candidato ao governo do Rio, Douglas Ruas (PL), da ex-chefe da Caixa no governo Bolsonaro, Daniella Marques, e do candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar (PL).
Durante o discurso, Flávio alternou críticas ao governo Lula e referências ao pai. Na sequência, a organização reproduziu um áudio do ex-presidente: “O patriotismo e a entrega não tem preço. Meus sonhos, minhas senhoras, irmãos cristãos brasileiros, o meu sonho é o sonho de vocês. Nós vamos conseguir esse objetivo. Queremos e é o nosso dever produzir a felicidade”.
Críticas a Lula
Em críticas ao atual governo, Flávio afirmou que “o presidente da República está deixando legado de incompetência e corrupção”. “Lula é o caloteiro da esperança”, disse o senador, que também afirmou que “o governo é gastador; consequência é inflação e endividamento”.
Na segurança pública, disse que pretende tratar facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas. “Vou resgatar soberania do Brasil porque vou tratar PCC, Comando Vermelho e milícia como terroristas.”
O senador também afirmou que a gestão de seu pai foi a “última fronteira na defesa pela democracia”.
Flávio prometeu ainda fazer um “tesouraço” no país a partir de 2027. “O Brasil vai vencer porque farei um tesouraço em 2027, com corte de impostos, na burocracia e na corrupção, além de corte nos ‘carguinhos’ do PT que mamam nas tetas do governo”, afirmou.
Orações e xingamentos
Os apelos religiosos também apareceram nos discursos do candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar (PL), do candidato ao Senado Carlos Portinho (PL) e de Douglas Ruas.
“Vamos tirar do cativeiro Jair Messias Bolsonaro. O crime organizado não quer, mas Deus e o povo brasileiro já decretaram Flávio Bolsonaro presidente do Brasil”, afirmou Gaspar, em meio a críticas ao presidente Lula: “40 mil assassinatos, corrupção e crime organizado. Esse é o legado de Lula e do PT”.
Pouco antes do início do discurso de Flávio, uma candidata a deputada federal do PL puxou xingamentos contra o presidente: “Ei, Lula, vai tomar no c*”.
Em seguida, a organização do ato reproduziu um áudio do pastor Silas Malafaia, em que ele declara apoio a Flávio à Presidência e Douglas Ruas ao governo do Rio.
Nomes que estiveram presentes na campanha de Bolsonaro em 2022, Malafaia e o ex-governador Cláudio Castro (PL) não estiveram no trio elétrico neste domingo. Castro, que é alvo da Polícia Federal, sequer foi citado.
O próximo presidente eleito terá a prerrogativa de indicar quatro novos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Flávio afirmou que indicará “homens e mulheres que serão contra o aborto, contra liberação das drogas, que voltarão a respeitar a constituição e darão segurança jurídica ao País”.
Foto: Brazil Photo Press/Folhapress
Por: Metro1






