Na avaliação de Débora Sotto, mestre em Direito Internacional do Meio Ambiente e pesquisadora da USP, a COP30 realizada em Belém conseguiu avançar de forma consistente nos objetivos de adaptação climática, mas esbarrou na resistência global aos combustíveis fósseis.
“A COP começou com a ambição de traçar compromissos concretos para o descomissionamento ou a descontinuidade da exploração de combustíveis fósseis, mas contou com muita resistência, sobretudo dos países árabes e também dos países da Ásia, que têm suas economias ainda muito dependentes da exploração desses combustíveis”, afirmou.
A pesquisadora destacou ainda que, para as próximas conferências, a expectativa é de que haja um esforço maior para transformar debates em compromissos mais claros e efetivos, especialmente nos pontos que ficaram pendentes em Belém.
“É possível avançar no objetivo global de adaptação. A COP30 aprovou um conjunto básico de indicadores, mas ainda é essencial ampliar o financiamento climático e garantir que os países desenvolvidos cumpram suas promessas para que as nações emergentes possam fortalecer suas ações”, resumiu.
Por Rafael Carvalho






