O ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e ministro da Justiça no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Anderson Torres, declarou, nesta terça-feira (8), que a “minuta do golpe” encontrada em seu apartamento era um documento “fantasioso”, e uma “aberração” sem “validade jurídica”.
A declaração foi dada durante seu depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do 8 de janeiro. Durante busca e apreensão na casa de Torres, realizada pela Polícia Federal (PF), foi encontrado um documento que decretava intervenção contra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ele afirmou que por “sobrecarga de trabalho” costumava levar pasta de documentos que recebia no ministério para casa. “Os documentos importantes eram despachados e retornavam ao ministério, sendo os demais descartados. Um desses documentos deixados para descarte foi o texto chamado de minuta do golpe. Basta uma breve leitura para que se perceba ser imprestável para qualquer fim. Este papel não foi para o lixo por mero descuido. Não sei quem entregou este documento apócrifo e desconheço as circunstâncias em que foi produzido”, declarou.
Torres disse ainda que quando ele exercia o cargo de secretário, até o dia 6, à noite” – dois dias antes dos ataques golpistas –, não teve “qualquer informação oficial indicando que haveria ações radicais no dia 8 de janeiro”.
Por Metro1
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil






