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Após recusar convite de Bolsonaro, médica Ludhmila Hajjar vai integrar equipe de transição de Lula

A médica cardiologista e intensivista Ludhmila Hajjar, referência no enfrentamento à Covid-19 no Brasil e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, está entre os nomes convidados pelo vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) para integrar a equipe de transição do governo Lula (PT) na área da saúde.

De acordo com apuração da jornalista Andréia Sadi, Hajjar aceitou o convite. A expectativa é de que seu nome – junto ao dos médicos Miguel Srougi e Roberto Kalil – sejam oficializados ainda no início desta semana. 

A médica tem sido uma das profissionais cotadas para assumir a pasta em janeiro de 2023. Esta não é a primeira vez que o seu nome é ventilado para o Ministério da Saúde. Em março de 2021, ela chegou a ser convidada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), rival de Lula nessas eleições, para substituir o ex-ministro Eduardo Pazuello, durante o período de maior agravamento da crise sanitária causada pelo coronavírus. 

À época, ela alegou ter recusado o convite por conta de “diferenças técnicas” entre ela e o presidente. Hajjar foi atacada por bolsonaristas, que chegaram a ameaçá-la de morte, por defender o isolamento social e ser crítica ao tratamento precoce. Ela também foi alvo de críticas de apoiadores de Bolsonaro após a circulação de um vídeo em que aparece tocando ‘Amor, I Love You’, ao lado de Roberto Khalil, para a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). 

Por Metro1

Foto: Reprodução/CNN