Altos Papos

Av. de Contorno e Centro de Feira lideram locais de acidentes com vítimas atendidas no Clériston Andrade

A Avenida de Contorno, o Centro e a Avenida João Durval, em Feira de Santana, lideraram as estatísticas de acidentes de trânsito com vítimas atendidas no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) em 2025, totalizando 177 ocorrências nas três áreas. Os dados foram apresentados à imprensa nesta terça-feira, 27, durante a primeira edição do Fórum sobre Violência no Trânsito, promovido pela Câmara da Mulher Empresária.

De acordo com a diretora do Clériston, Cristiana França, de janeiro a dezembro passados, a unidade hospitalar atendeu 3.773 acidentados no trânsito — 2.980 motociclistas, destes, 60% somente de notificações em Feira, o que representa 6,91% a mais em comparação ao mesmo período de 2024.

“Inegavelmente, o maior número de pacientes que atendemos aqui são chamados de pacientes politraumatizados. Claro, que chegam de outras patologias, muitas vezes alvejaria por armas de fogo e branca, mas 80% do nosso público vêm de acidentes de trânsito. Pra vocês terem uma ideia, nós tivemos 3.339 atendimentos à vítimas de acidentes de trânsito, quase 7% de aumento dessa demanda”, destacou Cristiana ao Altos Papos, acrescentando ainda que “60% são homens vítimas de acidentes de moto, entre 16 a 35 anos de idade”.

Membro do Fórum, o superintendente da Municipal de Trânsito, Ricardo Cunha, defendeu a unificação de um sistema de compartilhamento de dados desses acidentes na cidade.

“Nós estamos implementando em Feira de Santana um sistema que atenderá o Cicom [Centro Integrado de Comunicação], o SAMU, o Clériston Andrade e a SMT para que a gente possa ter dados mais eficazes. Vocês conheceram hoje os dados do Clériston Andrade, só que hoje eu não posso inserir meus dados em cima dos do Clériston Andrade, porque eu não sei quantos óbitos eu computei e o Clériston computou de forma coincidente. Então, a ideia é que tenha um sistema único, porque eu continuo com meu sistema próprio, o Clériston continua com o dele, mas que tenha esse sistema único alimentado”, propôs.

Por Taiuri Reis/Altos Papos