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“Dá uma clorada mais forte”: dono dava orientações sobre limpeza de piscina por mensagens

O manobrista responsável pela manutenção da piscina da academia onde uma mulher morreu após uma aula de natação, na Zona Leste de São Paulo, seguia orientações sobre a limpeza da água por meio de um aplicativo de mensagens. As instruções eram repassadas por Celso Bertolo, um dos sócios do estabelecimento.

O programa Fantástico teve acesso aos áudios de uma das conversas. Em uma das mensagens, o empresário afirma, ao observar a piscina por meio de uma câmera, que a água estava “horrível” e diz ter certeza de que o problema era falta de cloro.

“Nossa, eu olhei pela câmera e ela tá horrível. Eu tô achando que tá sem cloro. Mede ela a hora em que você for lá que, se bobear, a gente joga até um pouco mais. Eu deixei cinco medidas, mas vamos medir pra ver”, disse o empresário. Ele completa dizendo que a piscina estava ficando cada vez mais feia. “Mano, a piscina tá cada vez ficando mais feia. Certeza que é falta de cloro”, disse Celso.

Em outro áudio, o empresário orienta o manobrista a aumentar a quantidade de cloro para que, no dia seguinte, a piscina estivesse “bonita”. “Hoje, quando você for lá, a gente mede e dá uma clorada mais forte para amanhã estar bonita”, afirma na mensagem.

A defesa de Severino José da Silva, de 43 anos, afirmou que ele não tinha nenhum tipo de especialização para manusear a limpeza da piscina. De acordo com a investigação, a morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, foi causada pela mistura incorreta de produtos usados no tratamento da piscina, que levou à liberação de gás cloro, uma substância altamente tóxica e perigosa quando manipulada sem técnica ou proteção adequada.

Foto: Reprodução/TV Globo

Por: Metro1