Altos Papos

Vacinação: “Decisão que deve ser compartilhada com o médico obstetra”, reforça vice-presidente da Febrasgo-NE

Na última terça-feira, o Ministério da Saúde decidiu incluir as grávidas e puérperas (mulheres no período pós-parto) no grupo prioritário para receber a vacina contra a Covid-19. A informação foi dada pela coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) do ministério, Franciele Francinato. 

Em 15 de março, o governo já tinha incluído as gestantes com comorbidades. De acordo com Franciele, uma nota técnica foi encaminhada aos Secretários Estaduais de Saúde, com as novas orientações.

Em entrevista ao programa Altos Papos, nesta sexta-feira, 30, o Vice-Presidente da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), na Região Nordeste, o médico Carlos Lino, explicou que a decisão foi tomada ao ponderar os riscos que a Covid-19 traz para as gestantes. 

“Acontece que durante a pandemia, observou-se que a grávida tinha uma possibilidade maior de complicar, ter um quadro mais agravado quando se tinha Covid-19 e as de pós-parto também”, explicou Dr. Lino. 

O ginecologista alerta, porém, que essa “decisão que deve ser compartilhada com o médico obstetra” e que a Febrasgo “não indica, mas recomenda a vacinação”, reforçando o diálogo médico paciente. 

O médico ressalta também que o imunizante mais indicado para a vacinação das gestantes e puérperas é a CoronaVac (Sinovac/Butantan), por ser fabricada com o vírus atenuado. 

O PNI reforça que, em um primeiro momento, devem ser vacinadas as grávidas com doenças pré-existentes.

Confira a entrevista completa no PodCast Altos Papos.  

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