A Bahia ultrapassa a marca de R$ 7,5 bilhões em investimentos acumulados na geração própria solar, segundo mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). O estado possui mais de 1,5 gigawatt (GW) de potência instalada, com mais de 188 mil conexões operacionais em telhados, fachadas e pequenos terrenos, espalhadas por 415 cidades, ou 100% dos municípios da região atendidos pela Coelba.
De acordo com o mapeamento, atualmente são apenas 306 mil consumidores de energia elétrica que já contam com redução na conta de luz, maior autonomia e confiabilidade elétrica, dos mais de 6 milhões de clientes que Coelba atende no estado e que poderiam também usufruir de todos os benefícios, que são obtidos, gerando sua própria energia. A potência instalada de energia solar distribuída na Bahia coloca o estado na sétima posição do ranking nacional da ABSOLAR. Desde 2012, a modalidade já proporcionou à Bahia a geração de mais de 47 mil empregos e a arrecadação de R$ 2,3 bilhões aos cofres públicos.
Para ampliar a sustentabilidade no estado, a ABSOLAR recomenda a criação e ampliação de programas, políticas e mais incentivos locais para o avanço da energia solar, incluindo, por exemplo, a inclusão da tecnologia fotovoltaica nos prédios públicos em geral, nas casas populares e nos programas de universalização de acesso à eletricidade.
Uma medida crucial é, na visão da ABSOLAR, a aprovação do Projeto de Lei nº 624/2023, que institui o Programa Renda Básica Energética (REBE). “Atualmente em tramitação nas comissões do Senado Federal, este PL é fundamental para a geração distribuída solar, pois resolve estruturalmente, via lei, o problema das negativas de conexão, feitas pelas distribuidoras sob alegação de inversão de fluxo de potência. Essas negativas estão impedindo milhares de consumidores brasileiros, entre residências, pequenos negócios, produtores rurais e gestores públicos, de exercer o seu direito de gerar a própria energia limpa e renovável, para reduzir sua conta de luz”, aponta Rodrigo Sauaia, presidente executivo da ABSOLAR.
“Como o projeto atualiza a Lei nº 14.300/2022, o marco legal da geração própria renovável, as distribuidoras ficarão proibidas de impedir os consumidores de conectar sua microgeração distribuída, permitindo assim que mais clientes, possam ser “prosumidores”, gerando sua própria energia e atraindo desta forma impactos diretos no Estado, como a busca pela capacitação e formação nas instituições de ensino de profissionais para o setor, gerando por sua vez empregos e renda, mais arrecadação de impostos e principalmente, movimentando a economia em todos os municípios do estado, já que diferente de uma fabrica num local especifico, que só gera emprego e renda nesse local para um grupo coletivo, a energia solar tem o diferencial da facilidade de sua capilaridade para ser instalada, chegando esses impactos, a todos os municípios do estado, acrescenta Santiago Gonzalez, coordenador estadual da ABSOLAR na Bahia.
Sobre a ABSOLAR
Fundada em 2013, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) é a entidade do Brasil que reúne todos os elos da cadeia de valor da fonte solar fotovoltaica e demais tecnologias limpas, incluindo armazenamento de energia elétrica e hidrogênio verde. Com associados nacionais e internacionais, de todos os portes, a entidade é fonte de informação e articulação em prol da transição energética sustentável do Brasil.
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