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Governo adia reunião com clubes para discutir fim das bets

O governo federal adiou o encontro com representantes de clubes de futebol que discutiria os efeitos do fim das apostas de quota fixa e dos jogos on-line no Brasil. A reunião estava marcada para esta terça-feira (29), às 15h, em Brasília, mas uma nova data ainda será definida.

O adiamento foi comunicado pelo ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, em ofício enviado à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Segundo ele, a mudança ocorreu pela proximidade do compromisso e pela dificuldade de disponibilidade de voos para os participantes. A CBF deverá avisar os clubes e as Federações Estaduais assim que o novo horário for estabelecido.

A conversa havia sido solicitada após equipes demonstrarem preocupação com a perda de receitas provenientes de acordos comerciais com empresas de apostas. O governo pretendia ouvir as demandas dos clubes e avaliar alternativas para diminuir possíveis efeitos financeiros provocados pelo encerramento desses contratos. Entre as propostas discutidas está uma linha de crédito federal de até R$ 20 bilhões para clubes e Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), com possibilidade de refinanciamento de débitos a juros menores.

A discussão ocorre após a medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na sexta-feira (25), determinar o encerramento das apostas de quota fixa no país. O texto proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade desse tipo de serviço e prevê o fim, em até 30 dias, das autorizações concedidas às empresas que atuam no setor.

Na justificativa, o governo citou dados do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), segundo os quais as bets movimentaram R$ 62,5 bilhões retirados do orçamento das famílias brasileiras em 2025. O Executivo também relacionou o avanço das apostas a possíveis efeitos sobre consumo, arrecadação e distribuição de renda, além de problemas associados ao jogo excessivo, como endividamento e impactos à saúde mental.

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Por: Metro1