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PF mira família do senador Weverton Rocha em operação contra fraudes no INSS

A Polícia Federal (PF) iniciou, na manhã desta terça-feira (4), uma nova etapa da Operação Sem Desconto para apurar uma possível lavagem de dinheiro ligada ao esquema de descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Entre os principais alvos das buscas estão o advogado Willer Tomaz e familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA). As informações são da Folha de S. Paulo.

Ao todo, agentes cumprem 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão. As ordens foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a PF, essa fase foi aberta após a descoberta de movimentações financeiras e patrimoniais consideradas fora do padrão pelos investigadores.

Suspeita de ocultação de recursos

A investigação tenta esclarecer se valores relacionados às fraudes foram escondidos por meio de pessoas, empresas, contas bancárias de terceiros e pagamentos em espécie. A suspeita é de que essa estrutura tenha sido usada para dificultar a identificação da origem e do destino do dinheiro. As buscas pretendem localizar novas provas, explicar a finalidade dos repasses e definir a possível participação de cada investigado.

Em nota, Willer Tomaz afirmou que a busca realizada em seu endereço ocorreu porque ele é proprietário de um avião utilizado pelo senador Weverton Rocha em uma viagem particular já divulgada anteriormente. O advogado declarou que cedeu a aeronave por amizade e negou qualquer relação com as irregularidades. “Willer Tomaz não é investigado no âmbito da Operação Sem Desconto e não possui qualquer vínculo com o esquema de fraudes em descontos previdenciários apurado pela Polícia Federal”, informou a defesa. O senador foi procurado, mas ainda não se manifestou.

Depoimento mencionou filha de senador

Em janeiro, a Folha revelou que um ex-funcionário do empresário e lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, afirmou à PF que uma filha de Weverton Rocha viajou em uma aeronave do empresário. Conforme o depoimento prestado em 12 de novembro, o encontro teria ocorrido em 21 de fevereiro de 2024, no Aeroporto Catarina, em São Roque, no interior de São Paulo.

A PF já concluiu o primeiro inquérito da operação, relacionado especificamente aos descontos feitos pela Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). O relatório, entregue ao ministro André Mendonça em julho, resultou em 48 indiciamentos. Entre eles estão os ex-presidentes do INSS Alessandro Stefanutto e José Carlos Oliveira, o presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, que está foragido, o Careca do INSS e o deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG). Essa parte da apuração não inclui outros nomes investigados em diferentes frentes do caso, como Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a empresária Roberta Luchsinger.

Por Metro1