Altos Papos

São João: diretor da UPB não teme evasão de artistas para outros estados após parametrizar cachês

O planejamento dos festejos juninos de 2026 na Bahia já começou sob orientação técnica, após uma cartilha informativa ser lançada esta semana pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), à pedido da União dos Prefeitos da Bahia (UPB). O documento, de caráter recomendatório, estabelece critérios às prefeituras dos 417 municípios sobre contratações artísticas.

Conforme explicou no Altos Papos o diretor da UPB e prefeito reeleito de Ipecaetá, Junior Piaggio, a intenção não é precificar as atrações, mas sim barrar cachês abusivos de um ano para o outro que possam comprometer a realidade fiscal local.

“Eu acho que o mais importante não está só no teto [até R$ 700 mil por atração], mas sim o acompanhamento para a elaboração do preço das demais atrações. Inclusive, nessa cartilha diz onde você pesquisar. Por exemplo, você contrata tal atração que fez três shows entre esse período e a cada show cobrou R$ 300 mil. Ela só poderia cobrar para 2026 R$ 300 mil + IPCA. Municípios que venham ultrapassar um cachê maior do que os R$ 700 mil passarão a ter uma “atenção especial” [dos órgãos competentes], isso eu não tenho dúvidas”, alertou.

Piaggio afirmou, ainda, não temer uma possível evasão de artistas para outros estados após parametrizar os cachês. “Essa mobilização começou aqui com a presença da promotora Rita Tourinho, do nosso presidente Wilson Cardoso, do próprio Sivaldo Rios (FEC), e tomou uma proporção muito grande que passou dos limites do estado. Na criação da nota técnica, teve conversa entre o Ministério Público daqui, da Paraíba, de Pernambuco, e vão seguir. Aqui ainda foi mais flexível, mas teve aí à nível de Nordeste que era pra ser R$ 500 mil de limite por atração. Então, assim, a gente não precisa se preocupar com isso hoje, desde que eles também sigam as recomendações”, afirmou.

Por Taiuri Reis/Altos Papos