A União dos Municípios da Bahia (UPB) propôs, nesta semana, um teto de R$ 700 mil para o cachê de qualquer atração musical no estado. Segundo o presidente da Federação dos Consórcios Públicos do Estado da Bahia (FECBAHIA), Sivaldo Rios, a iniciativa tem como objetivo conter o avanço dos gastos públicos em festas populares, incluindo o São João de 2026.
“A gente vê artista que custou no ano passado R$ 200 mil e agora o pedido é de R$ 500 mil. É um aumento que não tem nenhuma racionalidade. O que nós estamos fazendo é proteger os municípios. Estamos adotando uma medida que, se não for tomada de maneira consensual, pode levar os municípios a quebrar ou a deixar de pagar os artistas contratados”, afirmou.
O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado em parceria com o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), estabelece ainda que as prefeituras não poderão exceder o orçamento do ano anterior, com a aplicação apenas do reajuste inflacionário do período. Para Sivaldo, a medida não interfere no valor cobrado pelos artistas, mas impõe um limite à capacidade de contratação do poder público.
“A gente quer manter vivas as tradições, mas sem deixar de executar os serviços essenciais do dia a dia dos municípios. As bandas encontraram nas prefeituras um campo fértil para elevar os preços. Se isso não for resolvido agora, vai chegar um ponto em que até artistas medianos vão custar R$ 1,5 milhão ou R$ 2 milhões, o que acaba por inviabilizar tudo por falta de receita nos próximos anos”, disparou.
Foto: Equipe Portal M
Por Rafael Carvalho






