O Março Amarelo marca o período de conscientização sobre a endometriose. Para o médico ginecologista Carlos Lino, a naturalização da dor menstrual intensa na vida das mulheres pode dificultar o diagnóstico dessa doença inflamatória crônica, que compromete diferentes órgãos da pelve.
“A endometriose é muito subdiagnosticada por causa do desconhecimento, o Março Amarelo é uma tentativa de chamar a atenção para a necessidade de buscar um diagnóstico. Não é normal uma dor intensa comprometendo a qualidade de vida, fazendo a menina faltar à escola ou a mulher faltar ao trabalho. Então, diante de dor persistente, sem resposta adequada ao tratamento clínico, deve-se pensar em endometriose”, afirmou.
De acordo com dados mais recentes do Ministério da Saúde, estima-se que cerca de 8 milhões de mulheres convivam com a endometriose no Brasil. Ainda segundo Lino, metade dessas mulheres pode enfrentar problemas relacionados à infertilidade.
“Além da dor, a endometriose também pode comprometer a fertilidade. Entre as portadoras da doença, cerca de 50% podem apresentar algum grau de infertilidade. Por isso, o diagnóstico precoce é tão importante, pois, além de tratar a dor, também contribui para preservar a fertilidade”, explicou.
Por Rafael Carvalho
Foto: Reprodução






