O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou nesta segunda-feira (20) o inquérito que investigava o ex-presidente Jair Bolsonaro no caso da chamada “Abin Paralela”, que apura o suposto uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitoramento ilegal de autoridades e jornalistas.
A decisão acompanha o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concluiu que a conduta atribuída ao ex-presidente já foi examinada no processo que trata da tentativa de golpe de Estado, não havendo necessidade de manter uma investigação separada sobre os mesmos fatos.
Além de Bolsonaro, Moraes também determinou o arquivamento da apuração envolvendo integrantes da cúpula da Abin durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Já a investigação sobre o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) foi encaminhada ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que dará continuidade ao caso.
Na decisão, o ministro afirmou que a estrutura conhecida como “Abin Paralela” teria funcionado como uma organização clandestina voltada ao monitoramento irregular de autoridades públicas e jornalistas, utilizando sistemas para ocultar rastros e mecanismos empregados em alvos considerados mais sensíveis. O inquérito contra o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem também foi arquivado pelos mesmos fundamentos adotados no caso de Jair Bolsonaro.






