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‘Vamos ter que colocar alguém na cadeia’, diz Lula sobre combustíveis

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (1) não querer impor “na marra” subsídio aos estados para baratear o preço diesel. Ele reforçou que insistirá em um acordo com governadores.

Lula acrescentou que diante de aumentos abusivos, mesmo com fiscalizações ocorrendo, será preciso “colocar alguém na cadeia”.

Mencionou também que as medidas tomadas pelo seu governo para conter o preço dos combustíveis não têm “nada a ver” com as tomadas no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro para a mesma finalidade.

“Não vamos comparar com a política do Bolsonaro, porque não tem nada a ver, até porque a situação é totalmente diferente. Nós temos uma guerra. Os Estados Unidos da América do Norte se meteram a fazer uma guerra desnecessária no Irã. Alegando o quê? Que no Irã tinha arma nuclear. Mentira. Eu digo porque eu fui, em 2010, ao Irã fazer um acordo — e fizemos o acordo — e depois os EUA não aceitaram, nem a União Europeia”, afirmou.

Lula frisou que a decisão de zerar a cobrança de impostos federais sobre o diesel — anunciada em 12 de março por ele — tem como pano de fundo o cenário de tensão no Oriente Médio. O momento, no entanto, também é de corrida eleitoral, já que Lula tentará a reeleição neste ano.

‘Colocar na cadeia’

O presidente mencionou ainda que há casos de pessoas e empresas que estariam recebendo o benefício para não reajustar os preços do diesel, mas que, mesmo assim, estariam aumentando os valores.

Segundo Lula, a Polícia Federal e os órgãos de defesa do consumidor dos estados estão fiscalizando a situação e disse que, se houver irregularidades, os responsáveis poderão ser punidos.

“O que acontece é que, como você tem gente de mau caráter neste país, tem gente que está recebendo para não aumentar e está aumentando. Então nós estamos com a Polícia Federal, com todos os Procons dos estados, tudo fiscalizando, porque vamos ter que colocar alguém na cadeia”, justificou Lula.

As declarações foram feitas durante entrevista ao Grupo Cidade de Comunicação, no Ceará.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Por g1