O governo federal prepara um conjunto de medidas para enfrentar o alto nível de endividamento no país e prevê liberar cerca de R$ 7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para aproximadamente 10 milhões de trabalhadores. Em entrevista ao jornal O Globo, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que a iniciativa busca destravar valores retidos e ampliar a renda disponível das famílias.
A proposta envolve recursos que ficaram indisponíveis após demissões de trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e utilizaram parte do saldo como garantia de empréstimos. Segundo o ministro, a Caixa Econômica Federal reteve quantias superiores ao necessário para cobrir os contratos, o que levou o governo a revisar os bloqueios e estudar a liberação do excedente.
Ampliação do uso no crédito
Outra frente em análise é a ampliação do uso do FGTS como garantia em empréstimos consignados. Atualmente, o limite é de 10% do saldo, mas a equipe econômica avalia flexibilizar esse percentual. Também está em discussão permitir o uso integral da multa rescisória de 40% para reduzir juros e o valor das parcelas, facilitando o acesso ao crédito.
Estratégia de renegociação
As medidas integram um plano mais amplo de reorganização das dívidas, com participação de instituições financeiras. A ideia é promover renegociações e diminuir o peso das prestações no orçamento. Nesse cenário, o FGTS aparece como ferramenta complementar dentro de um pacote que busca reequilibrar as finanças das famílias.
Fatores de endividamento
O ministro destacou que juros elevados, mudanças nos hábitos de consumo e novos gastos têm pressionado o orçamento dos brasileiros. Entre eles, citou apostas online e o uso ampliado de crédito. Também seguem em debate no Congresso propostas como a redução da jornada de trabalho e a regulamentação das atividades por aplicativos.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Por: Metro1






