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Após tarifas de Trump, Lula critica “uso do comércio como arma”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o uso do comércio como instrumento de pressão política e defendeu que impasses internacionais sejam resolvidos por meio de negociação. A declaração foi feita nesta segunda-feira (23), em Seul, durante o encerramento do Fórum Empresarial Brasil–Coreia do Sul, após o anúncio de novas tarifas pelos Estados Unidos.

“A melhor resposta à tentativa de usar o comércio como arma é mostrar que é possível alcançar entendimentos mutuamente benéficos por meio do diálogo e da negociação. A relação entre o Brasil e a República da Coreia, dois países ligados por fortes laços humanos e vínculos empresariais, é a prova de que a confiança e a cooperação valem a pena”, declarou.

A fala ocorre depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifa global de 10%, com base na seção 122 do Ato do Comércio de 1974. No dia seguinte, o percentual foi elevado para 15%. Antes da viagem, Lula afirmou que o Brasil não quer uma nova Guerra Fria e defendeu relações equilibradas com todos os países.

O presidente também apoiou a retomada das negociações de um acordo entre Mercosul e Coreia do Sul. Segundo ele, o bloco avançou em tratados comerciais e concluiu pacto com a União Europeia após duas décadas, formando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Por: Metro1