A vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, quebrou um silêncio de cinco anos sem conceder entrevistas, e disse que líderes políticas como ela e o presidente eleito do Brasil, Lula Inácio Lula da Silva (PT), são perseguidos pela Justiça.
Em entrevista à Folha, Cristina disse que há hoje na América Latina um “Partido Judicial”, que substituiu o “Partido Militar” na região.
“A doutrina de Segurança Nacional e as ditaduras militares já não eram bem vistas para controlar a vontade popular e o surgimento de movimentos populares. Surge então o ‘Partido Judicial’ —que persegue lideranças populares e protege governos como o de Macri. O ‘partido’ surge para disciplinar os líderes políticos que defendem mudanças. É um instrumento para que eles pensem duas vezes (antes de implementar suas políticas)”, declarou.
Cristina disse ainda que é vítima de um “pelotão de fuzilamento” e que as acusações contra ele são uma “falsidade absoluta”. Como Lula, ela seria vítima de “lawfare”, quando juízes perseguem investigados por razões políticas.
Por Metro1
Foto: José Cruz/Agência Brasil






